Sustentabilidade
A amigdalite é a inflamação das amígdalas palatinas, duas massas de tecido situadas em ambos os lados da garganta. As amígdalas contêm células que produzem anticorpos para defender o nosso corpo de infeções. Quando se inflamam, é sinal de que estão a combater algum agente patogénico.
Esta inflamação pode ser aguda, recorrente ou crónica e, na maioria dos casos, é provocada por uma infeção viral, embora também possa ter origem bacteriana. Em qualquer das situações, trata-se de uma doença muito comum que afeta a garganta, especialmente nas crianças.
Cerca de dois em cada três casos de amigdalite têm origem viral, estando associados a infeções como a gripe ou o vírus de Epstein-Barr. Os restantes casos correspondem a infeções bacterianas, principalmente causadas pelo estreptococo do grupo A. Os sintomas mais comuns variam consoante a origem:
O tratamento da amigdalite deve ser adaptado à causa:
É fundamental completar o tratamento antibiótico prescrito. Interromper a medicação antes do tempo, mesmo que os sintomas melhorem, pode provocar recaída e contribuir para o desenvolvimento de resistência bacteriana, dificultando futuros tratamentos.
Em alguns casos, a amigdalite pode originar complicações, como apneia do sono ou doenças que afetam a saúde cardiovascular, como a febre reumática. Quando os episódios de amigdalite são muito frequentes, graves ou provocam complicações, o profissional de saúde pode recomendar uma amigdalectomia.
A amigdalectomia é uma intervenção cirúrgica segura, realizada sob anestesia geral, que consiste na remoção das amígdalas. É uma cirurgia bastante comum em crianças. Atualmente, são considerados candidatos à amigdalectomia os pacientes que tenham tido pelo menos cinco episódios de amigdalite nos últimos dois anos ou três episódios anuais nos últimos três anos.
Recorde que: